4 de abr de 2015

{Resenha} A Bailarina Fantasma, de Socorro Acioli - Laryssa

Olá pessoas! Estou meio perdida com meus horários, mas para começar, trouxe a resenha do livro "A Bailarina Fantasma", que li através de um book tour realizado pela editora Biruta. Espero que gostem!


Título: A Bailarina Fantasma;
Autora: Socorro Acioli;
Editora: Biruta/Gaivota;
Páginas: 182;


"O Theatro José de Alencar é um lugar mágico. Foi construído em 1908 e graças aos cuidados que tem recebido, ainda conserva a mesma beleza e encanto do dia de sua inauguração . Parece inacreditável que seja possível sentar nas mesmas cadeiras em que tantas pessoas estiveram há cem anos, quando a cidade recebeu de presente essa joia de arquitetura. Até hoje a empresa escocesa MacFarlane & CO, que forneceu o ferro para  estrutura da sala de espetáculos, indica o Theatro José de Alencar como uma  de suas obras mais bonitas, dentre tantas espalhadas pelo mundo. Além do material vindo da Escócia, a beleza desse teatro também conta com a obra de artistas plásticos, arquitetos e engenheiros brasileiros. Parece que os fantasmas gostam de teatros antigos. Com esse não é diferente. Há anos os funcionários e artistas que frequentam essa casa relatam histórias sobre uma bailarina jovem, bonita, quase transparente, que dança no palco pela madrugada, passeia pelos corredores e tenta fazer contato com alguém que não tenha medo do seu hálito gelado. A bailarina fantasma tem algo a dizer e uma história para contar. Sua vida se confunde com a vida dessa casa centenária. Só alguém com muita coragem será capaz de ouvir."


Antes da resenha, para quem se interessar, eu não poderia deixar de mencionar a edição do livro, pois é a mais bonita que eu já vi. Além de possuir fotos do Theatro José de Alencar, tem diversos desenhos em padrões de formas e cores (branco, preto e roxo) dividindo momentos da história, que é dividida em três atos.


O livro "A Bailarina Fantasma", de Socorro Acioli, é baseado em uma lenda urbana do Theatro José de Alencar (Fortaleza - CE) e possui como ponto de partida, as respostas para as perguntas deixadas pelo mito. Assim, por total mérito da autora, tem como principal característica favorável, a apresentação de elementos sobrenaturais suavemente intrínsecos a uma história melancólica, com questionamentos sobre família, amor e o que realmente importa para viver e morrer.

Em um primeiro momento, conhecemos uma de nossas narradoras (que apesar de inicialmente aparecer, não é a personagem principal, e sim um peão para que uma história de vida seja contada), Anabela, menina meiga e sonhadora, fato comprovado por sua ideia de ainda poder se comunicar com a mãe, já falecida, por meio de bilhetes enterrados.

Seu pai, Marcelo, um arquiteto apaixonado, recebe a proposta de trabalhar na restauração do  Theatro Jose de Alencar e consequentemente, um convite para assistir o último espetáculo antes do fechamento, levando Anabela e Luciana (a típica amiga extrovertida de uma calma menina) para prestigiá-lo. E lhes digo, não haveria algo mais lindo e encantador, se não fosse o fato de a bailarina mais bela e expressiva, com mais paixão e vestimentas destoantes, poder ser vista apenas por Anabela. Depois disso, mesmo com convites do pai, Anabela passará um tempo afastada do local e só voltará por insistência de Lu, para "entrevistar" os funcionários em busca de alguma pista de quem seria a misteriosa mulher e o que fazia ali.

E é justamente a partir de suas descobertas e algumas explorações às áreas abandonadas do Theatro que a trama passará a se desenrolar e conheceremos a história cheia de amor e ódio, clichês sociais e ideológicos do século XX de Clara, a verdadeira protagonista.

Durante o livro, Socorro utilizará tanto da terceira pessoa, quanto de diversos personagens para a primeira. Sua flexibilidade e talento serão demonstrados ao permitir que cada momento assuma uma atmosfera diferente, de acordo com a situação ou personalidade dominante.

Os personagens, até mesmo aqueles com menos de uma página de citação, possuem uma construção esplendida, que vai desde um passado até as características apresentadas. O cuidado da autora para que cada um correspondesse a sua época e tendência deu veracidade às ações e opiniões que construíram os principais “problemas” propostos na trama.

Essa, inclusive, foi bem amarrada e mesmo que boa parte da história tenha sido constituída de memórias, detalhes e sentimentos foram primorosamente trabalhados, com ênfase nas relações e razões entre dos envolvidos. Assim, além de proporcionar alguns argumentos para reflexões de valores, tanto pessoais quanto temporais, ou seja, tem certo valor histórico para a cidade de fortaleza e a constituição cultural brasileira.


No fim, "A Bailarina Fantasma" foi um livro inconstante e belo, por ter começado especulativo, ter se tornado melancólico e acabado suavemente, demonstrando com o rumo das vidas dos personagens, a realidade que pequenas decisões podem trazer. Sendo rápido e não convencional, indico para qualquer leitor, pois como poucas, a história de Socorro Acioli ultrapassa barreiras etárias.

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