Crônicas de um amigo – A seleção - Keu

Em época de copa, com todas as pessoas vidradas na televisão para assistir os jogos do Brasil, inclusive eu, fiquei me perguntando quantas pessoas devem ter passado por situações engraçadas durante os jogos. Eu, como leitora tive de interromper minha leitura diversas vezes por causa dos altos barulhos de foguetes e das comemorações entusiasmadas de torcedores (sério, nem sabia que havia equatorianos na minha cidade). Mas minha mente curiosa me levantou uma questão: e uma pessoa que tivesse lendo o livro “A seleção“ durante os jogos?



Levada por esse pensamento, imaginei uma situação que poderia até ser plausível. Imaginei uma menina sentada em uma sala durante um dos jogos da copa, juntamente com seu tio, dormindo esparramado em um dos sofás. A menina entretém-se com um dos momentos do livro:

“Comecei a contemplar o jardim e percebi pelo canto do olho que Maxon tinha o olhar fixo em mim. Seu rosto estava pertíssimo do meu. Quando me virei para perguntar o que ele estava olhando, a surpresa: ele estava perto o suficiente para me beijar.
Fiquei ainda mais surpresa quando ele me beijou de fato.”


- Minha nossa! Não acredito! - Ela exclamaria.
E o tio dorminhoco, acordando sobressaltado, pergunta:
- O que? O que foi? A Suíça fez gol?
E qual não seria a surpresa dos dois quando o narrador do jogo grita: “Gooooollll da Suíça!!!”
- Nossa! – o tio continua – parece até que você estava adivinhando!
- Eu não adivinhei nada tio – a menina retruca – estava lendo o livro “A Seleção” quando vi uma cena...
- A seleção? E nesse livro tinha as estatísticas de quem ganharia a copa?
- Não tio é uma distopia, um romance. Conta a história de uma menina chamada América, que... – Ela é interrompida pelo ronco do tio, que voltou a dormir – Há, deixa pra lá.
Alguns minutos depois, ela chega a outro capítulo:

“Viramos em um corredor e continuamos a conversar. Quando cruzamos com um destacamento da guarda do palácio, todos os soldados abriram caminho e saudaram o príncipe e sua acompanhante. Devia haver mais de uma dúzia de homens naquele corredor. Eu já estava acostumada com a presença deles. Mesmo um grupo tão grande não era capaz de tirar minha atenção dos momentos agradáveis que ia passar com Maxon em breve.
O que me fez parar foi o suspiro que alguém deixou escapar enquanto passávamos. Tanto Maxon como eu demos meia-volta.
E ali estava Aspen.”

- Caramba! – ela exclama.
- O que? Foi falta? – o tio, acordando novamente.
Para sorte da menina, imaginei que o fato não se repetiu.

Comentários

  1. Adorei a cronica! Achei mt gostosa de ler. Pena q n deixei pra ler A Seleção durante a copa hahaha

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    1. Obrigada Linda! kkkkk Realmente! Depois que parei pra pensar, curioso seria se o jogo fosse da Alemanha! rsrs

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