Xeretando: Vanessa Pereira - A Rosa e O Dragão - Lary

Olá pessoas! Talvez alguns de vocês estejam se perguntando do que diabos seria composta uma coluna chamada "xeretando". Fotos alheias? Notícias que vazaram na mídia? Boatos pessoais de alguém? Nada disso! Lamento decepcionar, mas na verdade, "xeretando" é minha palavra favorita para entrevista e como queria trazer tal mecanismo de informação e interação aqui para o blog, usei esse nome!

Tá, eu sei que seria bem mais fácil resumir tudo isso em uma única frase, mas estou sentindo-me meio sozinha hoje, portanto a necessidade de falar/escrever está grande e incontrolável. Sim isso acontece com frequência, mas eu sempre me mantive afastada do computador nesses momentos, o que decidi não permitir que se repita esse ano. O blog existe  não só para falar de livros, mas para interagir com os leitores, não é mesmo?

Sendo assim, passarei a trazer algumas novidades para vocês, aproximadamente cinco. Não vou especificar quais, já que, como bem sabem, tenho a terrível teondência a desistir de projetos ou esquecer posts agendados (quando a porcaria do zinco em meu organismo está em nível baixo, ou seja, sempre -_-), mas posso adiantar que estarei tentando largar de mão de meu lado introvertido natural de ser e me dedicar mais ao blog, já que ano que vem terei de estudar mais do que já faço (SOCORRO!) e não viver socialmente (o que já acontece, então... #chorando).

Mas okay, continuando (quanto mais escrevo, mais eu tendo a sair do foco, desculpas adiantadas por isso).

Queria agradecer muito ao Thiago Moura, do blog Entre Livros e Afins, por me aturar e ajudar quando necessito, cedendo então seu molde de perguntas, para que eu mudasse a vontade e como estou escrevendo isso já mais calma depois de discutir com ele (odeio pessoas que jogam verde, vocês não?), preciso agradecer ao Nuno, do mesmo blog, por ter conseguido o feito de espantar meu mau humor e pelas perguntas também, apesar de eu sentir que você nem está sabendo.

Parando de tagarelar, só queria dizer que não quero resumir essa coluna só a mim, todas as meninas do blog a farão se quiserem e também não quero entrevistar só escritores. A um tempo atrás, eu tinha o hábito de fazer perguntas a leitores e blogueiros e conforme vou criando perguntas (não posso usar sempre as mesmas e minha criatividade é limitada) abrirei o espaço para contato (assim, em parágrafos anteriores a uma "xeretada") e claro blogueiros poderão divulgar seu trabalho à vontade.


Depois de tanto blábláblá, vamos a nossa primeira entrevistada: Vanessa Pereira, autora de A Rosa e O Dragão!

Apesar de não ter gostado muito do livro dela (resenha aqui), nós conversamos e ela foi super fofa comigo e concordou em responder minhas intermináveis perguntas. Qualquer dado que queiram, só clicar nos links. Então, lá vamos nós!





1. Há quanto tempo escreve? Quando surgiu a pretensão de publicar suas histórias?
R: Escrevo desde os meus dezessete anos. Quando comecei a escrever “A Rosa e o Dragão”, a qual, é meu primeiro livro, já tinha intenção de publicá-lo. Foi em meados de 2007.

2. “A Rosa e O Dragão” é seu único projeto? Se não, quais os outros?
R: “A Rosa e o Dragão” é o meu primeiro projeto. Tenho pretensão em continuar a história com pelo menos mais um livro. Entretanto, no momento, eu estou escrevendo uma série que terá no mínimo três livros, a qual já estou finalizando o primeiro livro. Além disso, tenho um projeto chamado “AleAtórioS”, que são textos curtos, que estou juntando, e as vezes postando no facebook.

3. Como surgiu a ideia de escrevê-lo?
R: A história d’A Rosa e o Dragão surgiu de histórias que eu contava. Antes, eu inventava histórias verbais, não deixava nada registrado. Um dos personagens sempre acabava aparecendo, e eu resolvi montar um livro com ele. No início, o livro deveria ter como central, o personagem do Andrew, mas muito se desenrolou e acabei mudando a história.

4. O que podemos esperar da continuação do livro? Quanto tempo pretende levar para escrevê-la?
R: Com certeza, podem esperar algo diferente. Estou pensando em entrar mais fundo em algumas questões que nem apareceram no primeiro livro, mas estão ligadas de alguma forma. Eu tenho como meta, ter o primeiro rascunho no meio do ano e fazer a revisão até o fim. Mas como estou também finalizando o primeiro livro da nova série, pode ser que o tempo seja um pouco estendido.

5. Como foi o processo de criação dos personagens?
R: Eu não tive um processo de criação planejado. Nada nesse livro, na verdade, foi muito planejado. Mas tem o Andrew, que foi o personagem criado primeiro, nas histórias verbais. Ele praticamente se infiltrou na minha vida, e até comecei a sonhar sobre como ele devia ser, agir e sentir. Logo veio a Desirée, que é como os meus desejos do subconsciente; bastante inspirada em mim. Tentei dar a ela um pouco mais do ar menina, mas ainda sim, deixa-la inteligente, o que, apesar de eu gostar, faz com que ela seja um pouco maçante. Anthony, que é o homem idealizado, mas com seus pequenos defeitos; é o homem misterioso e cheio de charme que sempre sonhei, mas nunca encontrei na vida real (snif =[ ). E Coy, que é sempre o protetor, misterioso; eu precisava de um personagem fora da trama romântica, e que não se envolvesse de tal forma para deixar a cabeça de Desirée mais no lugar, e também para dar o foco do livro na amizade e lealdade. Acho que esses foram os personagens mais estruturados da história, apesar do Coy e do Anthony ficarem bem em segundo plano (acredito eu).

6. Como é a sensação de ter um livro publicado?
R: Simplesmente maravilhosa. Eu acredito que poder contar uma história é simplesmente maravilhoso. Eu amei!! E quero mais!!

7. Você se inspira em algum outro escritor?
R: Não sei se inspiração é a palavra certa para o caso d’A Rosa e o Dragão. Eu sempre gostei muito de Anne Rice, Edgard Allan Poe, André Vianco, e li muitos livros deles antes de escrever, mas não acho que tenha me inspirado neles para esse livro em particular.
Agora, com certeza, tenho algumas inspirações para os livros que escrevo no momento. Karen Marie Moning é uma delas. E todos os livros que leio acabam se tornando inspirações de uma forma ou de outra, pois lendo eu acabo descobrindo qual o modo de escrita eu gosto mais. Sempre pegando um pedacinho do jeito de cada autor.

8. Que tipo de livros lhe agradam?
R: Gosto da maioria dos livros, entre ficção, romance, filosofia, estudos, arte. Leio de tudo. Mas, se eu for olhar pela minha estante de livro, 95% dela são romances ou ficção, sempre com vampiros ou bruxas, coisas sobrenaturais. Essa é uma vertente que eu realmente sou apaixonada! Imaginar que tudo isso poderia estar em nosso mundo é fantástico.

9. O que espera com seu livro, que tipo de repercussão imagina que terá?
R: Eu espero que os leitores gostem, acima de qualquer coisa. Se for um sucesso quer dizer que eu fiz algo direito, se não for, é um incentivo para que eu busque melhorar sempre.

10. Tem um livro/saga favorita? Se sim, qual é?
R: Meu livro favorito é “Olhos de Dragão”, do Stephen King. Mas tem uma série (da Karen Marie Moning) que eu estou completamente alucinada, esperando que os outros livros cheguem ao Brasil, pois só existem os dois primeiros aqui. A série chama “Fever” e é simplesmente fantástica.

11. Você tem algum Hobby em particular? Poderia nos dizer?
R: Acho que música, em todas as suas formas, cantar, dançar, tocar. Amo isso.
Mas eu coleciono livros e DVD’s se é que se pode chamar isso de um hobby (eu acho que está mais pra compulsão). Eu tenho centenas deles. XD

12. Qual a sua motivação para escrever?
R: Viver. Minha motivação está em viver. Viver uma história nova, em um mundo diferente, outra vida, outro dia, outro corpo, pois cada vez que eu escrevo algo novo, parece que eu me teleporto para outro lugar (assim como também acontece quando leio), e eu acabo vivendo aquela realidade, que nem sempre é possível no dia-dia.

13. Como você mesma define seu livro?
R: Cru. É um livro que eu escrevi muito rápido, e eu reconheço que existem falhas. Como você mesma disse, existem partes que poderiam ser mais bem trabalhadas e daria um livro imenso. Quem sabe um dia eu reescrevo? ;)
Mas é o meu primeiro livro, e mesmo com as falhas eu sempre vou amá-lo. Ver o quanto cresci com ele e depois dele é a minha maior alegria. 

14. Como se sente sendo entrevistada? 
R: É engraçado. Eu sempre quis ser entrevistada, mas imaginava isso mais para as carreiras de atriz ou musicista. Gosto de falar de mim, gosto que as pessoas me conheçam e vejam que eu sou só uma pessoa normal, que ama escrever.

15. O que acha da ideia de um blog literário. Acha que a parceria é uma coisa boa?
R: Eu adoro blogs literários. Existem tantos livros que às vezes procuramos indicações, e os blogs são ótimos amigos para isso. Uma parceria com um blog é sempre algo bom, tanto para o escritor quanto para o blog. É uma divulgação mútua, e os dois sempre saem ganhando.

E era isso! Muito obrigada a autora por ter cedido não só a entrevista, mas o livro e ter sido tão compreensiva com meu ponto de vista.
E a vocês por lerem! Sei que ficou um pouco comprido, mas com o tempo e as críticas (podem ser negativas) de vocês, irei aprimorando as "xeretadas".
Não deixem de comentar o que acharam! Boas leituras e até a próxima (com comentários meus e algumas fotos)!

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