28 de fev de 2014

Resenha: A Casa de Avis - Marcelo Mússuri - Keu

Oi gente! Hoje trago a resenha de "A Casa de Avis", de nosso autor parceiro Marcelo Mússuri!

Título: A Casa de Avis;
Trilogia: Calicute #1;
Autor (a): Marcelo Mússuri;
Páginas: 376;
Editora: Selo Novos Talentos da Literatura Brasileira;

"Jaime, filho do Duque de Bragança, o homem mais rico e influente de Portugal, tem apenas seis anos quando o pai é condenado à morte e degolado na praça de Évora. Após ser obrigado a assistir a execução, é enviado ao estaleiro da cidade de Lagos, para ser esquecido e desaparecer definitivamente. O menino resiste e se junta a um pequeno grupo de carpinteiros naquela extenuante rotina de trabalho. Até que uma doença devastadora aniquila a tripulação das caravelas destinadas a cruzar o extremo sul do mundo em busca do caminho para as Índias. O ano era 1488 de Nosso Senhor Jesus Cristo, e Jaime não poderia imaginar que sua vida estaria intrinsecamente ligada à maior aventura de sua nação. Apoiado em verdades históricas, esse romance de tirar o fôlego, desvenda os segredos das intrincadas relações de poder na Corte portuguesa no final do século XV, as sangrentas batalhas medievais, as ordens religiosas e seu extraordinário poderio militar, as fantásticas viagens oceânicas, seus perigos, desastres e a promessa de fortunas inimagináveis."


Em Portugal, no século XV, havia constantes conflitos políticos. Ambições, guerras e traições poluíam o ar na corte.



Nesse reino repleto de segredos, a vida de um jovem vai ser mudada para sempre. Jaime, sem saber da história da sua família, vai acabar perdido em meio das intricadas relações de poder na Corte portuguesa.

Sua sorte é no meio de todos esses atributos, conhecer pessoas que lhe ajudaram e lhe ofereceram um lar e um sonho. O sonho de desbravar os mares até então desconhecidos. Mas ninguém escapa de tanta dor sem carregar uma marca.

Sempre fui apaixonada por história e me encantei desde o princípio com a sinopse de “A Casa de Avis”. O livro narra como era a vida em Portugal naquela época. Tanto o luxo e a dualidade na Corte, quanto o povo rústico que se aventuraria no mar e traria tantas glórias para o reino.

A história criada por Marcelo Mússuri é impressionante, relatando as navegações portuguesas de uma forma, onde o confinamento e as dificuldades da viagem mostram seus resultados nas atitudes dos marinheiros.

“ – Qual de vocês tem experiência no mar? – o grupo se fitou e não se mexeu.
Ele perguntou novamente:
- Qual de vocês deseja embarcar comigo numa aventura rumo ao desconhecido, através dos mares mais traiçoeiros que se tem notícia, para enfrentar todo tipo de contratempo e de morte certa?
Os homens se olharam com o canto da boca repuxando e ergueram os braços em silêncio.”


As personagens da história deixam as páginas dos livros e ganham uma personalidade mais real, com defeitos, qualidades e sonhos. Como Bartolomeu Dias, que nos é apresentado como um corajoso capitão em busca de novas terras, que inspira confiança e respeito em quem o conhece e ao mesmo tempo é um homem marcado pelas dificuldades que a vida lhe impôs.

Alguns outros mais conhecidos, como Vasco da Gama e Cristovão Colombo, também vão aparecer em alguns momentos na história e além deles, há as personagens criadas pelo próprio autor, que também foram bens construídos, a ponto de se acreditar que existiram.

E embora Jaime pareça ser o personagem principal, a história não deixa de focar nas demais personagens, dando uma visão mais ampla ao que está sendo narrado.

Há uma clara diferença entre o heroísmo histórico que é relatado nos livros didáticos, e a vida cotidiana narrada por Mússuri, onde muitas vezes fiquei pasma com algumas atitudes dos personagens, embora outras, como o constante conflito político, não me surpreenderam tanto. Mas, em suma, o livro me mostrou que eu conhecia bem menos de história quanto supunha e me instigou a procurar mais.

Os cenários são bastante detalhados, principalmente no começo de algumas cenas, e embora passe uma excelente imagem do que vem a seguir, por vezes acabam sendo tediosos, causando certa impaciência. Mas no decorrer do livro percebi que as descrições se tornaram mais simples, e ao mesmo tempo mais abrangentes.

A linguagem do autor também é simples, embora em alguns momentos passe a ser mais elaborada, dependendo da cena. Há também o uso de palavras pejorativas, e talvez por causa da minha criação, às vezes me deixaram um tanto abismada, mas ao mesmo tempo se encaixam na visão que criei dos personagens.

Por fim, só posso declarar que gostei bastante da história por não narrar os acontecimentos de uma forma tediosa, mas empolgante, tanto que você fica assombrada com as descobertas, triste com as desilusões e impressionada com a força do povo português.

4 comentários:

  1. Estou lendo esse livro e o pouco que eu li eu adorei. Espero que a história continue nesse rumo que está tomando, eu estou adorando.
    http://exceptionss.blogspot.com.br/

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  2. Que bom Ana! Também amei a história. Tenha ótimas leituras.
    Beijos, Keila Ladeia

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  3. Eu não conhecia o livro e nem o autor, mas como professora de história ele se tornou leitura obrigatória para mim, estou aqui me coçando por ele!!! Adorei a resenha... muito legal a forma como você me apresentou essa história em primeiríssima mão.

    Cheros, Jaci.
    O que tem na nossa estante

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  4. Obrigada Jaci! Que bom que gostou da resenha e se interessou pelo história! Espero que goste.
    Beijos e boas leituras, Keila Ladeia.

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