Resenha: O Medalhão e A Adaga - Samuel Medina - Lary

Olá leitores! Hoje trago a vocês, como o título da postagem já diz, a resenha do livro "O Medalhão e A Adaga", que me surpreendeu muito e proporcionou momentos de lazer repletos de ação, graças à facilidade com que se pode perder na escrita do autor.

Título: O Medalhão e A Adaga;
Série: O medalhão e A Adaga;
Autor (a): Samuel Medina;
Editora: Multifoco;
Páginas: 196;

Bildan é um jovem que perdeu seus pais ainda na infância, tendo crescido sem saber muita coisa sobre suas origens. Porém, tudo muda quando ele encontra uma misteriosa garota e um livro mágico, com uma mensagem secreta. Assim, o rapaz deverá atravessar uma terra repleta de magia e perigos, numa jornada desafiadora, rumo a grandes revelações sobre seu passado e sobre o sentido de sua existência.






Pessoas, não sei por onde começar, pois o desejo que tenho, para explicar de forma compreensível minha opinião, é contar trechos da trama, porém, considero spoiler e uma injustiça com aqueles cujo conhecimento da trama faz divagar o interesse. Ou seja, farei comentários gerais, mas específicos, e deixarei os links de algumas outras resenhas, cujos autores usaram da síntese para se expressar.

Seguindo o processo da minha leitura, falemos sobre meu primeiro espanto: a narrativa de Samuel Medina. Logo de cara, pude perceber que o autor se mantem em perfeito equilíbrio entre a descrição e a linguagem direta, não dando detalhes demais de uma única vez - pausando a "cena" -, porém ao longo das divagações de quem possuí a palavra - sendo que o texto em terceira pessoa manteve uma harmonia ainda mais celebre - impondo a imagem e contexto das paisagens e também do clima sentimental do ambiente.

É dessa forma que percebi as páginas voarem, e a construção dos personagens mostrou-se rápida e distinta. Bildan, Sheril, até mesmo uns poucos secundários mostram características próprias - as quais, incrivelmente, evoluem no decorrer da história - que até quando não há sinalização de quem possui dada fala, pelo uso de certas expressões é automático decifrar a quem ela possuí. Sendo um livro curto, essa, unido à ótima qualidade das cenas de ação, desenvolvidas sem pressa e com detalhes vividos, são os principais motivos de meu apreço pela obra.

Para compor a trama, o autor utilizou formas diferenciadas de mitos, tanto folclóricas quanto de outras origens (ao menos até onde meu conhecimento alcança), que se dispõem como provações ou até mesmo, como considerações infantis do início do livro e verdadeiros, até mesmo palpáveis e então compreensíveis para a história criada conforme ela vai chegando a seu fim.


A história em si, contata em tão poucas linhas, possuí sentimentalismo, ação - obviamente ligada a uma aventura, e a uma missão que a personagem principal recebe ao conhecer suas origens - e o que não podia faltar, sua cota de clichês, porém estes bem administrados e dispostos de forma original - controverso, mas verdadeiro - resultando em um livro que, devido à idade dos personagens e o peso do enredo, surpreendente e recomendável àqueles que amam o gênero fantasia e gostem de algo clássico.

Outras resenhas:

Comentários

  1. Olá.
    Adorei sua resenha, me deixou mais curiosa, realmente é difícil conseguirmos resenhar com um livro bem pequeno, mas conseguiu dizer o que sentiu e deu sincera opinião,o que realmente importa ;)
    Adorei, beijos

    Tamires Cipriano
    de-tudo-e-um-pouco.blogspot.com.br

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  2. Oi, Laryssa, fiquei lisonjeado com sua resenha. É sempre bom ter leitores críticos como você, pois assim nós escritores ficamos cada vez mais motivados a escrever mais e melhor. Abraço! Samuel

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