28 de nov de 2013

Resenha: Rico e Joana em: O Pirulito Assassino - Lary

Olá pessoas! Relembrando um pouco o passado, hoje vou escrever a resenha contando não só minhas impressões do livro "Rico e Joana em: O Pirulito Assassino", mas também como foram meus sentimentos durante a minha leitura.

Título: Rico e Joana em: O Pirulito Assassino;
Série: Rico e Joana;
Autor (a): Maria Isabel Gomes Silva;
Editora: Isis;
Páginas: 332;               Nota: 5/5;

"Com um enredo dinâmico, surpreendente e diálogos recheados de humor, o romance policial prende a atenção do leitor do início ao fim. Em um estilo próprio do narrador, as cenas inusitadas vão pouco a pouco desnudando a trama central ao longo de todo o romance. Quando então, nos capítulos finais, é revelada a verdadeira identidade do palhaço assassino e os motivos que o levaram a matar suas vítimas à pirulitadas, em um desfecho surpreendente que impressionará até o mais atento dos leitores."




Assim como a sinopse apresenta, a história de Maria Izabel G. Silva tem como cenário a cidade de Quibeleza, no estado do Será, onde algumas pessoas ligadas ao famoso empresário de origem humilde, Ronald Coquinho, dono da "Las Cadentes" (penei para lembrar-me do termo, mas a cacofonia é um simples exemplo do que é possível encontrar no livro), são misteriosamente assassinadas por alguém com características duvidosas e inusitadas.

Conforme o primeiro assassinato ocorre, somos apresentados a Rico Dantas, o detetive mais sincero e convencido que já conheci, com seu repertório "Bem, bem, bem..." e "meu caro", junto de sua educação perfeita, chamando a todos de senhor e afins, remetendo à época em que a história se passa, precisamente no ano de 1979, e não muito depois, à bela filha de Ronald, Joana Coquinho, descrita como uma moça inteligente que ama mistérios. Bem leitores, o que vocês acham que acontece?

De forma um tanto clichê, é obvio que ambos ficam paralisados quando se veem pela primeira vez, porém, como tudo o mais que descobri no decorrer do livro, esse encontro tem seu toque de originalidade e comédia, propondo como consequência de tal desfecho, o começo de uma parceria, mesmo que regada a chantagem e muitas trapalhadas não oficiais, desses dois personagens.

Posso dizer a vocês, sem qualquer resquício da pessoa tediosa e sem graça que sou, que Rico e Joana, junto à família desta e seu círculo de amigos (Arnoldo, meu caro, você chamou a pobre Joana de tantos doces diferentes, que acredite, deu até vontade de contar!), passam por maus bocados de maneira tão frequente e com saídas tão... inesquecíveis, que tenho vontade de rir só de lembrar.

Pois é minha gente, nisso, mal passamos do começo e a autora já apresenta a característica mais marcante de seu livro: o humor. Não aquele negro, que nos faz ter pena do personagem, porém aquele que nos permite rir livremente com a piada mais simples ou a situação mais inoportuna, inesperada e improvável.

Por consequência ou mero talento, a narrativa do livro é leve, divertida e rápida, fazendo com que nem se perceba o tempo passar, porém não distraindo-nos do foco principal do livro durante suas nuances de diversão: a investigação. Porque, afinal de contas, é justamente graças a busca por novas e os caminhos direcionados pelas pistas que o palhaço deixa que as protagonistas se mostrem tão divertidos.

Talvez até este momento vocês estejam pensando que o livro não passe de uma história para rir e passar. Sinto dizer que essa impressão é errônea, pois, além de muita ação (atrapalhada e secreta que o diga a senhorita Joana), que não tem seu desfecho em poucos parágrafos, mas sim em várias considerações bem humoradas e relevantes, e das personagens bem caracterizadas unidas a todos os detalhes imperceptíveis que a autora lançou durante o enredo, temos um verdadeiro mistério que pouco a pouco, no decorrer das páginas finais, nos é revelado.

E que raiva tive! Não por ser ruim, mas por ser tão surpreendente. Afirmo a vocês que durante o livro achei que havia muitos comentários por parte de diversos personagens que não estavam deslocados, mas que eram desnecessários e sendo a boba que sou, os desconsiderei, crendo que Maria os tinha posto lá em mais uma tentativa de fazer comédia.

Só digo uma coisa: a autora nos dá tantas pistas falsas, insinuações que se mostram uns verdadeiros absurdos e até mesmo certas falhas no decorrer da história, que quando já estava por julgar um erro, temos o palhaço assassino revelado e tudo faz sentido.

E como surpresa final, o que dona Maria Izabel faz? Desmente uma afirmação inconsciente que eu tinha. Durante toda a história, a autora mantem uma interação com o leitor, fazendo de sua narrativa de primeira pessoa. Entendem? Eu estava crente que era a própria autora quem conosco conversava, brincava e nos momentos de desfecho, provocava. Porém, isso nunca foi dito por que na última página nosso narrador se revela e proporciona euforia!

Enfim, "Rico e Joana" se mostrou por ser um livro juvenil muito bem humorado, com suspense e até leves e definitivos indícios de romance que permeiam o enredo sem interferir e sim destacar o caso policial. Indico a todos que não tem riso fácil e gostam de histórias policiais que se mesclam com outros meios diversos.

E era isso! Espero que tenham gostado da resenha e compartilhem suas impressões comigo ;)
Beijos e boas leituras!

Um comentário:

  1. Que linda resenha, querida Larissa!!! Ameiii!!
    Suas palavras acrescentam algo de especial nesta resenha! Parabéns! Maravilhosa!!
    Fico muito feliz que você tenha gostado e já adianto que o segundo volume da série virá ainda mais recheado de aventura, mistério, humor e um pouco mais de romance também :)
    Beijos querida!
    Maria Izabel Gomes Silva

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Olá leitor!!!
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Beijoooooos *-*

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