Resenha: Memórias Fictícias - Carina Corá - Lary

Olá pessoas! Hoje lhes trago a resenha de um livro que possui aspectos incríveis, emocionantes, leves e angustiantes, cedido já a certo tempo pela autora Carina Corá (post de parceria), mas que eu erroneamente, negligenciei e graças as sensações que me proporcionou, me arrependo e indico a todos que querem uma distração que promoverá reflexões.

Título: Memórias Fictícias;
Autor (a): Carina Corá;
Páginas: 208,         Nota: 5/5;
Editora: Novo Século/Novos Talentos da Literatura Brasileira.

Quatro diários. Três seres. Uma busca em comum: chegar à superfície da realidade. Uma torre, um lago de cristal, olhos de universo presentes em tempos diversos, em vidas cruzadas e em memórias fictícias. Um mundo imaginário perdido no limbo de uma casa que abrigara relações misteriosas de uma família. Até que ponto suas memórias são verdadeiras? Através dos relatos de Coralina de Lilá, Bianca Giacomina e Érus atravessamos o fino limiar entre realidade e ficção.



É realmente difícil resenhar "Memórias Fictícias", não só porque cada detalhe que lhes der sobre a história pode ser spoiler, mas também porque o amei de uma maneira que a tempos não acontecia.

Para começar, como citei acima, a sinopse vaga tem sua razão, e por incrível que pareça, a incógnita que ela nos permite manter ao longo do livro, em relação às personagens, instiga que prestemos atenção aos detalhes e forneçamos devida importância a cada nuance.

As personagens que compõem a história são vagos, e aos poucos, conforme a autora vai desenvolvendo a trama, os conhecemos de maneira tão intima, conhecendo seus pensamentos e dúvidas, que por mais contrariados que possamos nos sentir, é impossível não se apegar.

O que retoma qual visceral esse livro foi capaz de me fazer ser. Ao invocar a loucura, o irreal, a perturbação da mente humana (ou não), Carina Corá mexeu comigo, angustiando-me de forma a não saber se largava o livro para por a cabeça em ordem e deixar que meus nervos acalmassem ou continuava para por um fim a tudo.

Mas vejam, algo refletido na capa, é a tranquilidade e monotonia, pois sim, o livro não possui ação, apenas jogos de palavras, entrelinhas extensas e tantas outras características que fizeram essa tão elaborada e ao mesmo tempo simples e sem fundo de razão história.

Essa, como me esqueci de explicar, é separada em quatro diários, escritos por três pessoas diferentes (sabiam que até explicar quem uma delas é, é spoiler? -_-), cada em primeira pessoa. Dependendo de em que parte do livro se está, fatos são resumidos e outros não elaborados, para serem mais bem expressos sob o ponto de vista de outra personagem. E além desse suspense, algumas "cenas" são repetidas utilizando descrições e pensamentos das três personagens.

O único ponto negativo que encontrei no livro foi à confusão geral causada não só pelo clima de suspense que a autora tenta impor, mas também pela decisão da autora sobre o decorrer da trama e os locais onde se passam. Deixo aqui o link de uma resenha que introduz melhor a história (na minha humilde opinião ela tira a graça, pois você já sabe os "comos" e "porquês"), apesar de crer que a surpresa é muito mais prazerosa e a maneira como Carina expõe aos poucos as pistas e sentidos das peças do quebra cabeças do enredo, sublime.

O me remete a narrativa, que minha gente, eu amei. A Carina não entra muito em detalhes do ambiente, sendo um diário, ela procurou (belo que percebi) destacar mais os sentimentos e as sensações, sendo então muitas vezes poética e sensível.

Alguns irão desagradar-se com o ritmo bipolar que o desenvolvimento tem e também com as ações das personagens, tanto esses três principais, quanto dos coadjuvantes (que em sua maioria, não existem no “presente” da história).


Queria ter explicado melhor (mesmo sendo péssima nisso), dissertado longamente sobre as reflexões de Carina, a loucura e razão de Bianca e o mundo do incompreendido (a mim) Érus.

Mas os segredos e surpresas que tais miseras páginas pode agregar a cada um não permitem e por mais incoerente que soe, já afirmo a todos: não se engane pela aparência ou pelo tamanho do livro, muito menos pela sensação inicial que ele projeto. Corroo-me de arrependimento por ter negligenciado a leitura e ter-me privado de sentir o disparate de emoções e hipóteses que esse magistral livro foi-me capaz de fornecer.

Comentários

  1. Hey!

    Adorei sua resenha, de verdade. Mas eu não sei, algumas coisas que você mencionou me fazem pensar que eu vou ser do time dos que vão se "desagradar", como você mesma falou.

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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  2. Não sei o motivo, mas não tive muita vontade de ler esse livro. Acho que não se encaixa bem em meu estilo literário, mas dee agradar as pessoas que gostam, final você gostou tanto!

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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    1. Acredite Gabi, eu me surpreendi por ter gostado e a única coisa que havia me chamado a atenção nele tinha sido a sinopse enigmática, porque caso contrário...
      Beijos e obrigada pelo comentário!

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  3. Olá! Como vai?
    Mas, gente, todo mundo tem dificuldade para resenhar tal livro? Pois é, também tive.
    Concordo com você, é impossível não nos apegarmos, mas eu fiquei paranoica após a leitura, e acho que não leria novamente hahahah Li em setembro e só agora saí da ressaca, estando prestes a mergulhar em outra com a leitura de THG. Não me desagradei com o ritmo bipolar, mas meu coração, sim; acho que tive leves paradas cardíacas, alguns ataques, fiquei meio... sei lá. Argh! Nem dá pra falar do livro que eu começo a surtar.
    Ótima resenha!
    Beijos,
    Karol.
    http://heykarol.blogspot.com.br/

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    1. Ao menos, no sentido triste, não estou sozinha!
      Por sorte não fiquei de ressaca literária, e quanto as sensações, é mesmo impossível se expressar de maneira sólida!
      Muito obrigada pelo comentário!
      Beijos!

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