11 de set de 2013

Minhas Bizarrices: Morte - Lary - Parte #1

Olá pessoas! Bem, hoje, por motivos secretíssimos, decidi falar um pouquinho sobre mim e abordar m tema diferente e para lá de estranho no blog, mas que me é fascinante. Morte.


Alguns de vocês talvez estejam de boca aberta e ligeiramente assustados, outros talvez pensem que é mentira, porém não temam ou duvidem, realmente acho a ideia da dor e da ausência de vida, da anatomia humana, fascinantes. Digam, as mil e uma diferentes maneiras de se sofrer e morrer, a estrutura quase perfeita que é o corpo e o intrincado pensamento alheio. Incríveis, admitam. E não apenas o pensar, mas sim a imaginação que se mistura com a realidade. Uma simples luz apagada pode praticamente operar milagres em seus medos. Dito isso, um segredo que muitos consideram humilhante, mas do qual eu rio e sorrio. Jamais na minha vida tive coragem de dormir de luz apagada. Porque? Digamos que conspirei contra  mim mesma. Continuem a ler e saberão.

É claro que como todo fascínio ele teve um começo. Um começo estranho e eu diria até normal, a simples curiosidade de criança, que virou algo bem maior e mais sensato. Comecemos com o impulsionador. Tarjas de censura.

Houve uma época na qual minha mãe gostava de filmes violentos, porém, eu, criança de meros 6 anos, que mal entendia o que era ser eu mesma, não podia assisti-los. O que pais fazem nessas horas? Nos poem para dormir. Digamos que eu não dormia... Ficava ouvindo o barulho da TV e na minha pequena cabecinha imaginando o que estava acontecendo, sem entender. Lembro-me desses momentos pelas luzes que se refletiam e os "monstros" que eu via nelas. Estranho e clichê, eu sei.


Depois de algum tempo, quando já era maiorzinha e minha mãe percebeu que não adiantava esconder as coisas de mim, pois eu não faria como as outras crianças que queriam saber o porque de tudo, eu ficaria quieta e tiraria minha própria (talvez errônea, porém minha) conclusão, deixou de se importar com filmes assim e deixou-me livro para desfrutá-los. Alguns podem ver isso como errado, mas sinceramente, o que aconteceu? Nada, eu apenas matei minha curiosidade. Por um tempo.

Poucos sabem, mas eu fui uma criança violenta. Sabe aquelas brincadeiras de bater a lancheira nos meninos durante o recreio? Eu fazia isso (Espero que nenhuma professora minha esteja lendo isso). Quando tinha meus nove anos, larguei de ser valentona. Eu era uma verdadeira baleia naquela época (ainda sou, mas muuuuuuuuito menos) e passei a sofrer um pouco de bullying sobre isso, adicionem que eu era a queridinha das professoras, além de melhor aluna. Para ajudar em tudo isso, não fazia muito tempo que minha mãe havia, juntamente com o médico, obvio, descoberto que eu possuía epilepsia. Somem o sentimento de rejeição as doses de remédios. O que restou? Uma menina preguiçosa, tímida, que não fazia nada, só assistia a programas o dia inteiro.

Bem, como toda boa sedentária (sou até hoje, um desastre em qualquer esporte, agora me pergunte as regras deles, tenho na ponta da língua), vias as mesmas coias, e ficava comparando e divagando sobre. Foi em uma tarde de tédio que descobri o filme "O Cubo". Parece nada demais, porém foi realmente nele que eu descobri que gostava de filmes assim.

Um policial (Maurice Dean Wint), um ladrão (Wayne Robson), uma matemática (Nicole de Boer), uma médica (Nicky Guadagni), um arquitecto (David Hewlett) e um jovem autista (Andrew Miller) são misteriosamente presos num labirinto de alta tecnologia. Sem comida nem água, eles precisam encontrar um meio de sair do local. Mas precisam também ter cuidado para não accionar armadilhas letais, que surgem em estranhos cubos.
A parte do ácido, meus amigos... Ah, eu adorei. E o melhor, não é um filme meio sem razão como os que eu irei falar depois, ele tem seu fundo de inteligência. Ele possui duas continuações, "Cubo 2: Hipercubo" e "Cubo Zero", que ainda não tive a oportunidade de assistir, mas os quais algumas pessoas dizem não condizer com o primeiro, por serem de diretores diferentes. Mas digo, não tenham medo de ver. Não é tão assustador assim. Só enervante.

Esse foi um pequeno empurrão. As intrigas e mudanças nos personagens... Claro, eu já havia visto isso em muitos outros filmes, mas qual a diferença? O sangue, a morte. Daí para "Jogos Mortais", filmes sangrentos sem razão alguma, mas fascinantes da mesma maneira, foi um piscar de olhos. Não sei porque não permaneci muito tempo fissurada neles. Talvez não fosse bem o sangue que eu procurasse e sim algo mais profundo, mais complexo e raro.

Talvez se perguntem como uma dita criança tinha (e tem) estomago para isso. Bem amores, é questão de observação. Não, não são os efeitos especiais, não sou muito ligada neles, mas sim as reações. Quem liga se as tripas de alguém estão aparecendo? São apenas plástico de sangue falso. Observar a maneira como o ator finge a dor é muito melhor.

Bem, como o objetivo do post não é mostrar imagens sangrentas, estou procurando as mais neutras possíveis, que acabaram por ser do filme mais recente.
Quem aí viu a esse filme da série? Lembram bem do comecinho, quando a menina foi serrada viva? Apesar de sabermos que ela ia morrer (o filme perderia metade do sentido se isso não acontece), foi estranhamente bom sentir aquele nervoso juntos dos meninos que estavam com as cerras.


E dessa, alguém lembra? É minha favorita. Foi interessante ficar observando o trajeto do "anzol" e as reações da mulher. Admito que fiquei de olhos arregalados a maior parte do tempo, juntamente dela. No fim... Todos já sabemos qual foi o fim, não é?
Alias, alguém sabe como ficaram os boatos do oitavo filme ou sei lá qual?


É. Foi com esse filme que meu amor por sangue acabou. Queria algo mais atraente, mais intrigante, os clichês que via estavam saturando-me a paciência.

Atualmente não me lembro qual, mas havia um canal, provavelmente Discovery Channel, que possuía um programa que falava apenas sobre meios de tortura medieval. Eu amava ver os especialistas falarem sobre aqueles dispositivos. Assim veio a época em que eu comecei a passar as tardes na minha avó materna e foi aí, com onze anos e meio, que tive finalmente acesso a internet. Incrivelmente, ao contrário da maioria das crianças, nunca "curti" ficar jogando joguinhos ou qualquer coisa do tipo, sempre amei fazer pesquisas (desde que o maldito google colabore). Então comecei a pesquisar um pouco sobre,  para que cada um era usado e para que classe social, como eram construídos e quem havia sido tortura e morto com os aparatos. Um que me lembro bem dos vídeos demonstrativos que vi foi a "Mesa de Evisceração", que me proporcionou algumas noites de pesadelos.


Eles colocavam o condenado deitado sobre a mesa, preso pelas juntas e eviscerado vivo: o carrasco abria o estômago com uma lâmina, então prendia com pequenos ganchos as vísceras e, com uma roda, lentamente puxava os ganchos e as partes presas saíam do corpo até que, após muitas horas, chegasse a morte.

E acreditem, nem sempre eram condenados. A mesa era usada para interrogatórios e julgamentos. Sei o que estão pensando. E se a pessoa for inocente? Digamos que eles pensavam "foda-se".


A única coisa que me impediu de continuar as pesquisas foi meu tão amado #sóquenão primo. Nunca nos demos bem. Ele sempre foi o queridinho que não tonha pai. eu tenho um que fica  anos sem olhar na minha cara, não liga se estou viva ou morta, mas tenho, certo? Ele é um coitadinho que precisa de proteção constante.

Minha avó materna sempre fez diferença entre nós, apesar de não admitir. Foi através da   raiva que tinha que comecei a gostar de filmes que possuíam paranoia  distúrbios mentais, segredos de séculos e mistérios que se desenrolam em seu enredo, principalmente daqueles cujas histórias provinham de desavenças familiares. Por sinal, estou falando apenas de filmes, porque na época odiava ler. E é por esse mesmo motivo que os livros serão assunto para o final deste post.

Bem, quais meus filmes prediletos desse aspecto? Aos que me conhecem um pouco mais profundamente, essa parte será extremamente chata. Após assistir diversos DVD's (minha avó tem mil defeitos, mas sempre foi louca por filmes sangrentos e de terror, assim como eu, de forma que sempre tive acesso a vários deles, apesar de suas reprimendas sobre como assistir coisas do tipo era errado), acabei por achar meu estilo. Personalidade dupla ou personificação.

Nêmesis Game. Sim, eu gostei do filme. Há quem o chame de ridículo e quem o idolatre. Só digo que o mistério e a forma com que as pistas vão sendo largadas a nós é muito fascinante.  Porém o que mais foi a forma como nada faz sentido, tudo parece um tanto ridículo e de repente... Bum! Tipo, SPOILER - I Never Sinned - SPOILER. De onde que alguém iria compreender? Justo por este detalhe eu o adoro. Na época era apenas esse, mas atualmente também gosto de Ilha do Medo, mas penas a partir da parte que Teddy começa a duvidar da própria sanidade, por me lembrar daquele famosa expressão semelhante a essa: "Um louco nunca achará que é louco, portanto, ao dizer "acho que enlouquece, tenha ciência de que é são, porém nunca ao extremo, pois se certeza tiver, a loucura o haverá consumido."


Passado algum tempo, no qual experimentei vários filmes e seriados que circundavam os gêneros, vim a descobrir CSI.Fiquem de queixo caído pessoa, ele existe a anos e eu nunca havia assistido a um único episódio até os meus 11. Foi amor primeira vista. Gostei  mais das investigações e passei a ver o quanto era pobre o estilo de filmes que via. E que meu fascínio piorou.



Pesquisas aqui e acolá, fiz uma amiga. Na verdade, os seguidores mais antigos do blog já ouviram falar dela. A Naylane, do Resenhas Teen. Fomos colegas desde a segunda série, porém só começamos a nos falar na sexta, quando eu tinha recém feito doze anos e ambas começamos a gostar de ler. E descobrimos que nosso gosto por coisas bizarras era compartilhado.

Fui eu quem falei sobre investigações e distúrbios mentais e ela quem mencionou maldições e possessões. Eram laços que nos uniam. Mas o sangue nos separava. (Dramática u_u)


A Nay vomita só de pensar em sangue falso (apenas falso, ela lidava tranquilamente com o real. Também achava esquisito). Ou vomitava, já que perdemos contato no inicio desse ano. Nossas personalidades não batem mais. Eu me  tornei a menina quieta e meiga, que sempre da a cara para o tapa e observa tudo, virando ao meu favor em silêncio e ela a que deixa bem claro o que pensar e quer, e esmaga quem estiver na frente. Para ser bem sincera, admiro a coragem dela. Até certo ponto.


Mas voando ao assunto, nós começamos a ler (ambas por acaso, eu pela falta de luz e ela por um filme) e compartilhar o que pensávamos e acabou que as conversas eram tão divertidas e a amizade tão fácil que eu mudei. Minhas revoltas amainaram. E meu desejo de informação aumentou. Assistindo e lendo a série True Blood - Crônicas de Sookie Sttokie House (meio forte para meninas de 12 anos? Talvez, porém nunca vi um lado ruim em deixar de ser inocente por meio da inocência. Enfim, lendo essa série, com as patéticas investigações, comecei a me interessar pelo assunto. E decidi partir em direção a livros do tipo, com personagens um tanto menos emocionais.

E paro por aqui. A razão é que duvido que o post realmente interesse alguém e seu tamanho está absurdo. Porém, para vocês, leitores que me acompanharam até aqui e quiserem saber como meu interesse acabou por voltar-se ao ponto de partida, eu voltarei. Logo, não sei dizer, entretanto, como a próxima parte gira em torno de livros... Minha ansiedade será uma grande vilã.

Um comentário:

  1. Hey flor!

    Não acho isso macabro, de certa forma me identifico. Não ou fã de filmes com muito sangue, e mortes macabras, mas como fã de história também já fiz muita pesquisa sobre os métodos de tortura. A morte me intriga sim, mas não nessa forma. Gosto de saber das doenças. Das formas mais estranhas possíveis que uma pessoa pode encontrar o fim da sua vida. Nada macabro, apenas o corpo trabalhando contra ele. Me influenciou ao ponto de eu decidir cursar a área médica. Neurologia é minha paixão, e o cérebro humano e suas relações com a dor são intrigantes. Enfim, de uma forma diferente, também sou meio fissurada com a morte.

    Ah, eu adoro Ilha do Medo! E CSI? OMG bom demais!

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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