24 de ago de 2013

Resenha: Pluvia - Erica Azevedo - Lary

Olá pessoas! Hoje trago a resenha de "Pluvia", da nossa autora parceira Erica Azevedo. Queria introduzi-los em uma coisa, antes que começassem a ler. Bem, muitos não sabem, porém não tenho o costume de resenhar usando sentimentos, a não ser que o livro realmente tenha me arrebata, por isso, a contradição tão frequente em minhas resenhas. Continuarei a manter o padrão, falando de como me senti durante a leitura e depois analisando o livro como leitora, sem me importar com minha conturbada mente certo? Espero que gostem da resenha (apesar de tudo)!


Título: Pluvia - Entre Segredos e Esperança;
Série: Os Mundos #1;
Autor (a): Erica Azevedo;
Páginas: 280;                 Nota: 4/5;
Editora: Novo Século / Novos Talentos da Literatura Brasileira;

Ana cresceu empenhada em suas histórias fantásticas, mas nunca teve oportunidade de se aventurar por elas. Abandonou-as ainda na adolescência, enxergando que a realidade é dura demais para tais voos inocentes. Mas, em meio a uma viagem a um vilarejo desconhecido no sul do Brasil, ela tem a oportunidade de enveredar por um mundo totalmente novo, quando, em meio à chuva do fim de tarde, observa as gotas se transformarem em pessoas iguais a ela. Sentindo o fogo que a preenchia na infância se reacender com a curiosidade, Ana vai atrás deles e se depara com um pedido de ajuda e a descoberta de um novo mundo: Pluvia. Mas o que essas pessoas realmente escondem? E qual o segredo por trás dos profundos olhos azuis do estranho senhor da mercearia? E o que de tão terrível está assustando os pluvianos a ponto de fazê-los pedirem ajuda a uma menina indefesa? Essas respostas serão desvendadas e muitas outras perguntas surgirão no decorrer da leitura de Pluvia. O primeiro livro da série “Os Mundos” traz um misto de aventura, romance e diversão para os leitores de literatura fantástica e que, como Ana, possuem sede por conhecer outros mundos.


Bem, ao ler "Pluvia", admito que estava com as expectativas em alta, já que todos que haviam escrito sobre ele, o amaram e vivem apenas para venerá-lo. O caso é que minha leitura não teve divagações, deixe-me inteirar no universo proposto pela autora. Pessoalmente, senti que o livro alternou-se em momentos de narração obrigatória, clichês e ação. Constantemente me encontrava à apenas ler e de repente, me via com borboletas no estômago. Foi uma leitura bastante oscilatória, mas também diferente, pois eu seu clichê, acabou por despertar minha curiosidade sobre como tudo se desenvolveria até o fim.

O livro tem como cenário inicial nosso mundo, e de forma bastante criativa e irreal (é estranho falar que é irreal quando se trata de uma ficção, mas vá lá), somos levados e ligeiramente introduzidos no mundo de “Pluvia”. Digo criativa pelo seguinte:

"Pluvia é um mundo através da chuva - respondeu Calix, o garoto de cabelos loiros. - É outra realidade além desse mundo." (Página 36)

Lembram que comentei na caixinha de correio #6, que por todo o livro havia um efeito chuviscado? Pois é, bingo! O único problema com o mundo criado foi que sendo uma realidade alternativa, é muito fácil ficar tanto curiosa quanto perdida, pois a autora nos introduz perfeitamente no modo de vida de “Pluvia”, porém não há como não se perguntar sobre outros fatos que a autora não menciona.

A escrita de Erica Azevedo é rápida e leve, tendo seus momentos de poesia, neutralidade, monotonia e brevidade, o que tornou a história prazerosamente fluida e apesar de não ser profundo, o que talvez se deva ao fato da narrativa ser em terceira pessoa, faz com que sejamos transportados a este novo mundo tão plenamente que é como se o nosso não existisse.

O que nos remete as personagens, cujas personalidades são bem trabalhadas e distintas, nos dando a oportunidade de gostar ou não de um personagem, pois ela não fez grandes reviravoltas e apesar de podermos acompanhar um avanço - principalmente em Ana, nossa protagonista - nenhum deles perdeu sua identidade original, mesmo que com o desenrolar da trama, tenham tido alguma duplicidade.

Não sei por que, mas “Pluvia” me faz lembrar romance. Algo em sua capa ou na escrita da autora talvez, não sei, o único fato que ressalto é que Ana e Aléxi nos cativam principalmente por constituírem um romance parco, cuja base nos é apresentada sem floreios e nos faz ter momentos de ansiedade perante o que vai acontecer em seguida.

O desenvolvimento da história em si é basicamente uniforme, sem pontos altos até seu fim, porém com inúmeros "mistérios" propostos pela ideia central do enredo, vista na sinopse e posta logo nas primeiras páginas do livro (sem menção, pois é spoiler). Não sei vocês, mas quando pego um livro que propõem logo de cara uma incógnita como esse o fez, tenho um pé atrás, pois sempre haverão dois caminhos: clichê ou surpresa. No caso de "Pluvia", foi uma mistura de ambos, pois diversos aspectos que encontramos nele podem ser vistos em outros livros, porém a forma como são distribuídos dá certo, fazendo com que nos concentremos no que é original e analisemos como a trama vai se quebrando quando a autora contradiz as motivações dos personagens (lê-se: aventura que acontece no final do livro, bem dizer), destruindo as hipóteses que criamos, entretanto, nos fornecendo tantos "Mas o quê...????" que nossa curiosidade é plenamente aguçada.

E cá entre nós, estou começando a achar que finais *bum* de tirar o folego são características marcantes dos escritores nacionais, porque se algumas coisas me desagradaram, o final repentino e chocante compensa sem sombra de dúvidas. No fim, “Pluvia” mostrou ser um livro leve, instigante, sem floreios e dono de uma trama com imenso potencial.

2 comentários:

  1. Bom saber desse carater oscilatorio do livro, curto muito. De mais o livro parece incrivel e estou ansiosa pela leitura!

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Realmente o livro é bem legal!
      Beijos e obrigada pelo comentário!

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