3 de mai de 2013

Resenha: 72 Horas Para Morrer - Laryssa

Título: 72 Horas Para Morrer;
Autor (a): Ricardo Ragazzo;
Páginas: 254;
Editora: Novo Século;


Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você! "O carro pertence a sua namorada." Com essas palavras, Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em uma inferno. Pessoas próximas a ele começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável poe esse crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista. 72 Horas Para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, que prenderá o leitor do início ao fim.



Não sei resenhar esse livro. Então vou começar com um aviso. O livro promete um thriller policial, com ação e mistério. Isso até acontece, porém no fim ele comete o erro de meter o sobrenatural no meio.

Falemos disso depois. O trabalho da editora foi ótimo, exceto por pequenos erros de revisão. Nada que mereça dramaticidade. O livro, por se passar (na maior parte das vezes) dentro e durante "72 horas", possui algumas datas e frequentemente horários. Pessoas fiquem atentas a isso.

A escrita é um pouco (muito) fria e misteriosa, dando a impressão de que algo importante vai acontecer a qualquer momento e ele faz com que tudo seja imprevisível. Ele consegue lhe manter grudado no livro sem ao menos respirar enquanto tenta sem sucesso ler mais rápido para saber o desfecho. Essa maneira diferente de narrar é embriagante.

Os personagens são diferentes, digamos assim. Improváveis, soaria melhor. Ou não. Todos evoluem, para melhor ou pior, apesar de que muitos estavam apenas encenando durante todo o livro e suas mascaras apenas caíram. Seja em 1° pessoa, com o personagem Júlio ou em terceira, com todo o resto, todos parecem ser movidos a sentimentos, ou melhor, a caráter e explosões emocionais.

Porém, eu nunca pensei que me apegaria a um personagem, mesmo não gostando dele. Queria entendê-lo e ajudar em seus passos, entretanto não queria seu bem. Vai entender.

O caso é que Júlio Fontana é um exemplo do que eu acredito que exista no interior das pessoas. Sim, minha visão de mundo realmente é horrível e o Ricardo só me fez pensar mais, pois em tudo o que escreveu, ou ao menos em uma parte cujos acontecimentos se desenrolam dentro da delegacia, próximo as celas... E quem leu vai saber qual, ele demostrou não domínio, mas certeza e razão.

Com cada palavra ele me fez mudar em algo, me manipulou não só com os personagens, mas com meu ponto de vista também.

Quanto ao enredo, ele vai voando.Vai mudando de rumo; sua proposta vai mudando, as coisas ficam tensas, nossa confusão mental começa, as pistas surgem, os lados se trocam, as máscaras caem. Tudo como devia ser, até...

O final horrível! Toda a revolta que tive todo o sentimento que eu formei as ideias, teorias, tudo foi por água abaixo com aquele final. Fico com raiva só de lembrar. Se eu ainda pudesse dizer "ah, ele não soube acabar", porém não. Quando tudo começa a se encaixar vemos as pistas largadas principalmente depois da página 190, demonstrarem que aquele caminho já estava traçado.

Sinceramente, a decepção foi e está sendo enorme. Não sei ao certo porque, porém creio que quanto mais inteligente e bem escrito um livro se mostrar, os erros do autor tornam-se alarmantes aos meus olhos. Ricardo tinha tudo para fazer de "72 Horas Para Morrer" um dos melhores livros que eu já li. Porque sim, eu admiro aquele escritor que expõe os podres de seus personagens aparentemente sem se importar com o que os outros vão pensar, aquele autor que põe minhas ideias a prova, me tira noites de sono com a morbidez do que escreve. Porém, com a conclusão da história, o principio mínimo de um final feliz, foi impossível.

Como alguém que passa por tudo aquilo que passou, merecendo a meu ver, pode acabar sendo (quase) feliz? Onde está todo o rumo da história?

O autor nos deu explicações. Foi a primeira vez na minha vida que eu preferia ficar sem saber. Ele estragou tudo. Talvez quando construiu a história em sua cabeça, tudo parecesse perfeito e pode até ser. Porém, aos meus olhos de leitora, que viveu com os personagens e ficou perturbada de forma intensa pela realidade que o autor nos mostra sem piscar ou fraquejar, digo: Não devia ser assim.

Não, o livro não é ruim. Todo o sentimento e carga emocional que ele traz, o desconforto e apreensão são sensações incríveis de se sentir. Acho que é isso que chamam de ressaca literária, só que pelo lado ruim. Tenho vontade de dar cinco estrelas para o livro só por me sentir assim.

Não é algo como: Ah, é ruim. É muito mais forte, é algo que não consigo explicar.

7 comentários:

  1. Esse livro é bem tenso. Não sei se leria, mas vale a pena pelo gênero dele, é bem bom. Achei ele até que bom....mas sei lá se leria =/

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    1. Olha Cris, pelo gênero, ele é bom sim, mas acredite, apesar de existir coisa melhor, nenhum livro conseguiu mexer com os meus nervos tanto quanto esse.
      Beijos :p

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  2. hum o livro parece ser intrigante, gosto de obras com um toque de mistério, suspense e policial e esse livro não parece ser diferente...e agora fiquei curioso em saber o final do livro, espero gostar do livro, agora só esperar até eu conseguir ler...mas espero que seja em breve!!!! abraços!!! =)

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    1. Oi Rangel! *-*
      Ele realmente é intrigante e tudo mais e quando ler, espero realmente que goste, talvez sua curiosidade tenha o efeito contrário da minha e o faça ver a história por um outro lado.
      Beijão =*

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  3. uh que tenso =O gosto mto desse gênero de livro, mas fiquei intrigada com o fato dele ter posto sobrenatural no meio o.O Qro ler XD
    http://coisasdebelaa.blogspot.com.br/

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    1. Leia Bella, pelo que te conheço, você vai gostar dessa pitada a mais, ao invés de se frustrar. Beijinhos *-*

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  4. Laryssa, bom dia. Aqui é o Ricardo Ragazzo, autor do "72 horas para morrer". Queria, de coração, agradecer sua resenha. Como autor, é claro que eu gostaria que você tivesse ficado satisfeita com o final da história, mas entendo sua reação, tendo em vista que o final é polêmico e essa era mesmo a intenção. Tem gente que odeia, tem gente que ama, e isso tudo faz parte. O que me fez considerar a sua resenha uma das melhores que li, é perceber como o livro mexeu com você e, no fundo, essa deve ser a principal busca de um autor: Passar emoções. Obrigado pela sinceridade e espero que, caso você dê uma nova oportunidade, meu próximo livro possa mexer com você da mesma forma, só que com um final mais satisfatóriopara você.

    Abrazzo!

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