Para Criticar

Sabe, eu as vezes gosto de criticar textos, principalmente quando a pessoa que o escreve é pessimista e a história é boa ou poderia ser. Então criei aqui uma coluna onde podemos criticar os textos postados por pessoas a vocês desconhecidas (são meus colegas de escola). Divirtan-se dando sua opinião e falando o seria preciso para melhorar.




"O Rancor Também Pode Matar”

O conceito de “muito” tem várias proporções e significados, principalmente quando se trata de um querer“.
Há uma Jovânia adormecida, sem propriedade de suas faculdades mentais, não se poderia saber”.


Jamie olhou para a cama de sua irmã e de lá para a chuva batendo duramente na janela de vidro. Logo, o som produzido se tornou irritante para ela, alguém já acostumada ao silêncio – inferno dos que esperam o corredor da morte chegar ao fim.
O quarto de hospital onde estava era triste, porem não medíocre. Os aparelhos que ajudavam Jovânia, sua irmã mais nova a permanecer entre o mundo dos vivos eram, felizmente, de última geração, os dois sofás que serviam de cama para Bia e Lia suas filhas, com 18 anos, eram confortáveis, o banheiro, limpo a janela – origem de sua tortuosa volta ao passado – ia do chão ao teto, tinha uma vista formidável. Sarcasticamente Jamie pensou, como se pessoas em coma pudessem olhar através dela e retirar de lá algum alivio para seus agoniados corações.
Jamie, absorvida por sua meditação, lembrou a carta deixada por sua irmã, antes de seu câncer leva-la a invalidez.
A carta magoara imensamente Jamie. Sua irmã mais jovem fazia as coisas parecerem culpa dos outros, porem, se ela tivesse tomado às decisões corretas, a vida também teria sorrido para ela.
Jovânia, aos dezesseis anos engravidara de seu primeiro e único namorado. Isso fora um dano na estabilidade da família. Um escândalo para a vizinhança. E como que para completar, uma bela novela mexicana para todos que passavam em frente ao apartamento quando sua irmã havia dito que não permitiria que o pai da criança a assumisse, e também havia anunciado que sairia de casa.
Sua única alternativa foi morar com Jamie, - gravida de quatro meses como Jovânia - e seu atual marido. Os primeiros meses foram um sofrimento, já que Jovânia se recusava a trabalhar, mantendo na cabeça a ideia de que merecia ser sustentada e que, logo após o nascimento, o bebe – agora já descoberto ser uma menina – devia ir para a adoção.
E a pedido de Jovânia, assim uma Jamie recém-liberada do hospital onde ganhara “gêmeas”, o fez. Teoricamente.
Atualmente, quando Jovânia recebeu o diagnóstico de câncer pancreático já avançado, pelos motivos que se imagina, veio a se arrepender, e teve a ideia de procurar a filha.
Para alivio e aflição de Jamie, uma trapaça do destino fez com que não houvesse tempo. Como a maioria que recebe esse mesmo diagnóstico, em alguns dias, estava enferma, em algumas semanas, em coma. Tudo na vida, por mais que não percebamos, provem do mar infinito do tempo.
Possivelmente, pensou Jamie desalentada, em minutos ou horas, no estado em que esta, morrerá.
E aconteceu. Seja quem for que escolhe o dia da morte de cada um, este decidiu que aquele seria o de Jovânia.
Os erros perante sua irmã martelavam o subconsciente de Jamie. Assim que o aparelho de frequência cardíaca começou a apitar um som continuo e médicos e enfermeiras adentavam a sala esbaforidos, porem em vão, Jamie pensou:
O que eu mais queria ganhar era um simples minuto a mais com minha irmã. Eu lhe contaria que sua filha, era a minha Bia e que ao chegar o ultimo momento, eu não tive coragem de abandona-la.


Querida Jamie,
Você, Jamie, mais que ninguém, se lembra daqueles momentos logo após você ter me abrigado em sua casa em 1992, quando eu me recusava a aceitar... bem, você sabe o que.
Quero que me perdoe pelo desalentado momento em que lhe obriguei a abandonar um ser humano nas mãos do vento e destino.
Por mais que soe, ou melhor, que se olhe frio, aquele era meio dever. Eu devia ter tomado aquelas dores e com o tempo talvez eu acabasse por voltar atrás.
Porem, se você foi fiel a suas palavras, agora já é tarde demais e nunca saberei o que foi feito com aquele pedaço de mim mesma, aquele elo que une dois seres que respiram que os tornam capazes de amar.
Eu sempre fui uma pessoa fria, com você e com todos, porem havia um motivo. Eu não era feliz, como você, minha irmã, para quem a vida sorriu e iluminou. Eu fui esquecida em algum lugar escuro, onde nenhuma risada ou gesto de carinho jamais se originou. Se tudo ocorrer como imagino que ocorra, estarei em uma cama de hospital, enquanto você e suas doces e amorosas filhas estarão aos pés de minha cama, chorando pela morte de alguém que sempre reprimiram, sempre sentiram raiva e, quem sabe, ódio.
Porem, lhe confidencio uma coisa, amada irmã. Eu sempre sonhei com esse dia, no qual todos perceberiam seus verdadeiros sentimentos por mim e deixassem as falsidades de lado.
Que glorioso esse dirá será! Uma pena que provavelmente estarei desacordada para saboreá-lo e tirar proveito dele.

Não com amor, porem com um pouco de arrependimento,
Jovânia


Autoria de: Laryssa Oliveira.

Comentários

  1. Muito interessante!

    Parabéns!

    bjoooos

    http://livroseuquerolersempre.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Muito interessante esta pequena narrativa :D
    Está de parabéns!

    Beijos :*
    Já estou seguindo o seu blog, seria grata se você seguisse o meu :D
    Natalia do blog Entre Livros e Livros (http://musicaselivros.blogspot.com.br/)

    ResponderExcluir
  3. Gostei, mesmo que pequeno eu fiquei com o coração na mão quando houve a revelação da irmã no subconciente...
    muito bom!

    Passe lá, como parte da sua visita no meu skoob!
    bjs
    www.leituradeouro.blogspot.com

    ResponderExcluir

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